"Bom professor não é aquele que dá um show toda a aula, mas aquele que nunca sai do arroz com feijão e mesmo assim consegue prender os alunos.""Olé-olé, olé-olé-olé! Olé-olé, olé-olé-olé! Sou tricolor de coração, eu sou do time que é sempre campeão". Assim diz a velha canção entoada sempre pela torcida coral para animar os jogadores do Santa Cruz. Infelizmente esse grito, como chamamos as músicas de torcida genericamente, ficou velho. Ficou velho porque podemos ser tantas vezes campeões, mas no presente estamos longe de ser "sempre campeões". E quando eu falo isso me incluo, pois faço parte dessa imensa torcida contada aos milhões, sou um dos que amam o Santa Cruz Futebol Clube incondicionalmente. Mas mesmo o mais fanático torcedor sabe que o Santinha não vem dando alegrias, e já faz um bom tempo. Pelo contrário, o time que recentemente bateu o recorde de vitórias consecutivas em seus domínios - antes pertencente ao Internacional do Rio Grande do Sul tchê - precisamente em 2005, hoje amarga o seu terceiro rebaixamente seguido, feito inédito no futebol nacional, quiçá mundial. Pois é, fomos da série A em 2006 para a "B", em seguida para a "C" em 2007 e agora estamos na icognita da série "D". Vale lembrar que para disputar a recém criada série "D" o Santa Cruz terá que fazer um bom Campeonato Pernambucano para assim conquistar uma das vagas do Estado na competição. Que situação, hein?
Nós que somos torcedores nos vemos nessa situação graças aos esforços de dirigentes que só se preocupam com seus próprios bolsos, que não fizeram nada em benefício da instituição tricolor. Fomos enganados diversas vezes, tratados como gado, com falta de respeito não sei quantas vezes. Enquanto isso, o Arruda ia visualmente se deteriorando: anel superior interditado, luz e água cortadas, grama mal cuidada, e até mesmo a pintura do Mundão faltou. Uma mão de cal ao menos poderia ter sido dada, né? E as promessas não paravam, parecia mais político no horário político da televisão. Era "Arena Coral", ônibus, placar eletrônico, loja do Santa Cruz, classificação para a próxima fase, jogador messias, etc. Antes era preciso pôr os pés no chão... E sem pôr, fomos acreditando ou deixando nos enganar, afinal era tanta tristeza que não era possível que alguma coisa boa não viesse a acontecer. Aconteceu?
Minha professora de Lingüística uma vez me disse uma coisa que eu tomei como verdade, "bom professor não é aquele que dá um show toda a aula, mas aquele que nunca sai do arroz com feijão e mesmo assim consegue prender os alunos". Ou seja, não precisa inventar e querer fazer acontecer, se você consegue ser bom com o básico, você é vencedor do mesmo jeito. Ou ainda, bom é quem consegue alcançar os objetivos sem querer fazer nada de extraordinário.
Mas eu sou apenas um torcedor apaixonado, não quero nem tenho pretensões de denunciar os erros administrativos do clube ou apontar esse ou aquele culpado. Não, nem autoridade para isso eu teria, já que só acompanho o futebol do Santa Cruz e prefiro ficar de fora dessas brigas políticas de pessoas inescrupulosas que tomam conta do meu querido Santinha. Sou só um torcedor que está cansado mas não está nem um pouco disposto a abandonar o amor ao Mais Querido, herdado diretamente do meu avô Jarbas Rodrigues Mota, carrego os genes tricolores que serão passados para meus filhos e assim por diante. Estou desesperado porque nunca vi o meu time numa situação como essa, em meus poucos 22 anos. Mas por outro lado estou esperançoso, e acredito que finalmente um trabalho sério será feito. Algo que se encaixe na nova realidade Coral, para voltarmos a ser o que já fomos um dia, o Terror do Nordeste. E para que aquela antiga canção volte a fazer sentido, que sejamos sempre campeões.
Nós que somos torcedores nos vemos nessa situação graças aos esforços de dirigentes que só se preocupam com seus próprios bolsos, que não fizeram nada em benefício da instituição tricolor. Fomos enganados diversas vezes, tratados como gado, com falta de respeito não sei quantas vezes. Enquanto isso, o Arruda ia visualmente se deteriorando: anel superior interditado, luz e água cortadas, grama mal cuidada, e até mesmo a pintura do Mundão faltou. Uma mão de cal ao menos poderia ter sido dada, né? E as promessas não paravam, parecia mais político no horário político da televisão. Era "Arena Coral", ônibus, placar eletrônico, loja do Santa Cruz, classificação para a próxima fase, jogador messias, etc. Antes era preciso pôr os pés no chão... E sem pôr, fomos acreditando ou deixando nos enganar, afinal era tanta tristeza que não era possível que alguma coisa boa não viesse a acontecer. Aconteceu?
Minha professora de Lingüística uma vez me disse uma coisa que eu tomei como verdade, "bom professor não é aquele que dá um show toda a aula, mas aquele que nunca sai do arroz com feijão e mesmo assim consegue prender os alunos". Ou seja, não precisa inventar e querer fazer acontecer, se você consegue ser bom com o básico, você é vencedor do mesmo jeito. Ou ainda, bom é quem consegue alcançar os objetivos sem querer fazer nada de extraordinário.
Mas eu sou apenas um torcedor apaixonado, não quero nem tenho pretensões de denunciar os erros administrativos do clube ou apontar esse ou aquele culpado. Não, nem autoridade para isso eu teria, já que só acompanho o futebol do Santa Cruz e prefiro ficar de fora dessas brigas políticas de pessoas inescrupulosas que tomam conta do meu querido Santinha. Sou só um torcedor que está cansado mas não está nem um pouco disposto a abandonar o amor ao Mais Querido, herdado diretamente do meu avô Jarbas Rodrigues Mota, carrego os genes tricolores que serão passados para meus filhos e assim por diante. Estou desesperado porque nunca vi o meu time numa situação como essa, em meus poucos 22 anos. Mas por outro lado estou esperançoso, e acredito que finalmente um trabalho sério será feito. Algo que se encaixe na nova realidade Coral, para voltarmos a ser o que já fomos um dia, o Terror do Nordeste. E para que aquela antiga canção volte a fazer sentido, que sejamos sempre campeões.

